PALESTRA
ILHA
Uma breve abordagem da narrativa insular cubana.
Será que as ilhas, por serem ilhas, têm um repertório diferente de possibilidades históricas ou um destino peculiar? Até que ponto a ausência dessas marcas retas e precisas que delimitam as fronteiras nos mapas influencia a vida de seus habitantes?
Em algum momento de nossas vidas, mais do que alguns ilhéus já tiveram essas perguntas passando por nossas mentes, nos assediando e sugerindo a ponto de concebermos a vastidão do mar como uma “circunstância maldita” que nos isola e nos confina em nossa própria insularidade, sempre a concebendo como uma limitação, especialmente quando combinada com a pequenez física.
“Carregamos o peso de nossa dimensão territorial. Não somos continentais, nem sequer antilhanos: somos simplesmente insulares, o que é como dizer insulares em uma casa estreita”, disse o escritor espanhol Angel Ganivet, um homem de grande esclarecimento que aparentemente descartou o futuro de uma ilha caribenha que, desde suas origens, desafiou qualquer tipo de determinismo geográfico para se tornar um lugar de convergência, mais do que qualquer outro continente.